A SOBREVIVBÊNCIA




 

 

A SOBREVIVÊNCIA

 

É sabido que vivemos em uma sociedade altamente consumista, e a cada momento somos bombardeados de ofertas de casas, terrenos, condomínios, apartamentos, carros, barcos, passeios de ônibus, de barcos e aéreos, ofertas de roupas, utensílios em geral, cursos desde os simples que prometem nos ensinar a rezar até os complexos que prometem nos ensinar as fórmulas mágicas, e uma porção de quinquilharias imprestáveis.

 O sentimento de posse – o ter – está de tal forma impregnada em nossas consciências que diante de tamanhas quantidades de ofertas facilmente nos conduzem a despender dinheiro.

 Não que eu seja conivente com a gastança desmedida e impulsiva, mas se uma pessoa tem dinheiro suficiente para fazer frente às suas despesas e investimentos muito que bem... Estará exercitando seu direito de usar seus recursos como melhor lhe aprouver.

 Gostaria de tocar num ponto bastante preocupante, principalmente relacionado aos jovens de hoje. Estou me referindo aos jovens que por razões de desemprego, despreparo profissional, desmotivação, falta de oportunidades e tantos outros motivos, estão vivendo suportados pelos Pais. E assim é, até que os filhos encontrem uma saída auto sustentável. E mais, felizes os filhos que desfrutam dessa situação, pois muito jovem não tem sequer os próprios Pais para se apoiarem.

 Vejo que dessa situação, os jovens derivam para duas oportunidades distintas:

  • Aqueles que buscam a todo custo sua auto sobrevivência, e
  • Aqueles que  apoiam-se no dinheiro dos seus  Pais, e começam a desfrutar precocemente de uma herança virtual.

 Os que se colocam entre aqueles que lutam pelo auto-sobrevivência estão no caminho correto. Cada um é responsável por si mesmo. Compete a cada um experimentar e exercitar-se às descobertas e oportunidades que a vida proporciona a todos os seres humanos.

 Já para aqueles que optaram em continuar dependendo da colaboração de seus Pais, é muito triste e lamentável. Em primeiro lugar porque não estão produzindo seu próprio sustento, e em segundo lugar por vivenciar de um patrimônio que ainda não lhes pertence.

 Ninguém está por aqui para gozar férias e boa vida, e nem tão pouco viver de herança, e menos ainda de uma pseudo herança ou herança virtual.

 Sua presença no plano terrestre vem precedida de um plano divino. Plano esse que você ajudou a elaborar e se comprometeu a realizá-lo. É certo também que na chegada, ao cruzar o véu, você acabou por esquecer tudo.

 Mas, nem por isso você estará liberado de seus compromissos. Enquanto não se lembrar ou descobrir suas obrigações ou suas missões exercite a responsabilidade de estar vivo, trabalhando, desenvolvendo-se, lutando para conseguir suprir suas necessidades por si mesmo, sendo bom, justo e honesto, e não esquecendo de ser solidário aos bons princípios e se sempre praticar a fraternidade. Isto é crescer... é ascender.

 Queridos jovens... não desperdicem seu tempo, não esperem por milagres, não deixem para o outros executarem suas obrigações, tanto quanto possível livrem-se de dependências econômicas, cresçam e construam suas próprias vidas, encarem os obstáculos com serenidade e altivez, lembrando que você é o único responsável pelos seus próprios atos, sejam eles de más ou de boas experiências. Você pode, basta querer e assimilar o sentido amplo de sua existência. Reflita. Reflita.

 Viva feliz e sorridente, mas sempre crescendo.

 Gerson Ferrari