Mestre Hilarion

 

 

 

01 - O PROCESSO DE CURA

O problema da cura real da humanidade reside no fato de os indivíduos, de modo geral, dedicarem os seus cuidados e preocupação com quase absoluta exclusividade ao corpo físico. Mesmo quando o problema é psicológico, a cura é dirigida a curto, médio, ou longo prazo para a sua reintegração na sociedade. Assim, todas as áreas hoje dedicadas ao alívio do sofrimento da humanidade dirigem os seus recursos para as conseqüências físico-sociológicas do indivíduo. Tanto a alopatia como a homeopatia (embora esta considere o indivíduo como um todo) visam o equilíbrio físico. O espiritualismo busca o auxílio através de um suporte energético – que traz o alívio físico do ser. Todas estas versões, entretanto, são apenas paliativas.

Pesquisas elaboradas por diversas linhas de auxílio médico concluíram que as doenças se originam de emoções desequilibradas e que o equilíbrio do emocional resgata o físico. É claro que o emocional é tratado. Mas a finalidade dirigida ao físico traduz uma postura que está longe de ser conclusiva.

Não haverá uma cura “de fato” enquanto não houver uma mudança mental-emocional. Enquanto o indivíduo não mudar os seus padrões emocionais qualquer tentativa de tratamento, seja alopática, fitoterápica, floral ou energética, será apenas uma máscara que terá validade até o toque para o intervalo da peça. Entretanto, auxiliar os indivíduos na mudança das suas reações como um todo, requer energias de tempo e amor que nenhum dos terapeutas atuais, seja qual for a sua área de atuação, parece disposto a dar.

Porque tendes medo de pôr a mão no fogo? Porque já vos queimastes e a situação em si, a dor envolvida e a resposta, estão gravadas em vossa memória celular. Se algo traz desequilíbrio hoje e não houve mudança na motivação trará desequilíbrio sempre.

O melhor remédio do mundo, o maior e mais desprendido amor, ou a melhor intenção, de nada valem se o paciente não quiser sarar, o que só acontecerá quando (e se) o padrão de resposta emocional for alterado, quando (e se) o indivíduo em questão compreender a necessidade desta mudança, quando (e se) começar a agir nesse sentido.

Para criar uma nova Terra, não basta permitir que os indivíduos manifestem a sua necessidade de mudanças externas. Deveis ajudá-los a compreender que são uma parcela vital, responsável por essas mudanças tanto a nível individual quanto coletivo. Não vos esqueçais de que a humanidade como um todo foi ensinada a temer e a se esconder. Culpa, medo, falta de fé e esperança são buracos fundos, de onde aqueles que enxergam um pouco mais de luz deveriam ajudar seu irmão a sair, recordando-se e a seu próximo que a letargia de "o outro fará por mim", seja ele o familiar, o amigo, o conselheiro espiritual, o médico ou o terapeuta, precisa parar.

Como disse Jesus, "batei e abrir-se-á".

Com tudo isto, não fazemos a apologia da auto-cura. Procurai o vosso médico. Segui rigorosamente o tratamento indicado para o corpo. Mas procurai também ver onde reside a origem do vosso problema. Buscai a resposta para a cura definitiva em vosso interior. Sede humildes o suficiente para entender que se tendes um problema é porque ainda não assimilastes a resposta que lhe dará solução. Sede grandes o suficiente para vos amardes, apesar da vossa aparente fragilidade. Acima de tudo, lembrai-vos:

Quando achardes que sabeis tudo, buscai de novo.

Quando achardes que o outro deve fazer algo para vós, fazei-o vós mesmos.

Quando achardes que não precisais de mais nada, criai algo novo.

Quando vos sentirdes inertes, buscai a ação.

Quando sentirdes que o mundo vos deve, amai.

Canalização: Maria João Sacagami